História
Descoberto pela primeira vez por Christian Friedrich Schönbein em 1840, o ozônio foi usado pela primeira vez em um ambiente de saúde para desinfetar salas de cirurgia e esterilizar instrumentos cirúrgicos apenas 16 anos depois.
No final do século XIX, o uso do ozônio para desinfetar a água potável de bactérias e vírus estava bem estabelecido na Europa continental. Por volta do mesmo período, uma importante revista médica publicou um artigo descrevendo a administração de ozônio para o tratamento da tuberculose e, posteriormente, outro artigo foi publicado alegando sucesso no tratamento da surdez crônica da orelha média com o ozônio.
Durante a Primeira Guerra Mundial, o ozônio foi usado para tratar feridas, pé de trincheira, gangrena e os efeitos do gás venenoso. O Dr. Albert Wolff, de Berlim, também usou o ozônio para o câncer de cólon, câncer do colo do útero e úlceras de decúbito em 1915.
- Em 1926, o Dr. Otto Warburg, do Instituto Kaiser, em Berlim, anunciou que a causa do câncer é a falta de oxigênio no nível celular. Ele recebeu o Prêmio Nobel de Medicina em 1931 e novamente em 1944, a única pessoa a receber dois prêmios Nobel de Medicina. Ele também foi indicado para um terceiro.
- Em 1948, o Dr. William Turska, do Oregon, começou a usar o ozônio, empregando uma máquina de seu próprio projeto, e em 1951, o Dr. Turska escreveu o artigo "Oxidação", que ainda é relevante hoje em dia. O Dr. Turska foi pioneiro na injeção de ozônio na veia porta, alcançando assim o fígado. De 1953 em diante, o médico alemão Hans Wolff usou o ozônio em sua prática, escrevendo o livro “Ozônio Médico” e treinando muitos médicos em terapia de ozônio.
- Em 1957, o Dr. J. Hansler patenteou um gerador de ozônio que formou a base da expansão alemã da terapia de ozônio nos últimos 35 anos. Hoje, mais de 7000 médicos alemães usam a terapia de ozônio diariamente.
Em 1961, Hans Wolff introduziu as técnicas de auto-hemoterapia maior e menor e, em 1977, a Dra. Renate Viebahn forneceu uma visão geral técnica da ação do ozônio no corpo. Em 1979, o Dr. George Freibott começou a tratar seu primeiro paciente de AIDS com ozônio e, em 1980, o Dr. Horst Kief também relatou sucesso no tratamento da AIDS com ozônio.
- Em 1987, Dr. Rilling e Dr. Viebahn publicaram "O Uso do Ozônio na Medicina", o texto padrão sobre o assunto. Em 1990, os cubanos relataram seu sucesso no tratamento do glaucoma, conjuntivite e retinite pigmentosa com ozônio.
- Hoje, após 125 anos de uso, a terapia de ozônio é uma modalidade reconhecida em muitas nações: Alemanha, França, Itália, Rússia, Romênia, República Tcheca, Polônia, Hungria, Bulgária, Israel, Cuba, Japão, México e alguns estados dos EUA, (Arkansas, Califórnia, Colorado, Geórgia, Minnesota, Nevada, New México, New York, North Carolina, Oklahoma, Ohio, Texas e Washington.)
Na Rússia e Ucrânia o tratamento é aprovado pelo Ministério da Saúde e está presente em todos os hospitais do governo.
- Em Cuba o terapia com ozônio está na rotina de todos os hospitais.
- Na Alemanha são realizados cerca de 7 milhões de tratamento por ano e toda a Europa conta com mais de 15 mil médicos que fazem este procedimento.
A descoberta da penicilina e de outros antibióticos fizeram que o Ozônio fosse afastado do uso na medicina tradicional dos anos 40 em diante.
A prática da Ozonioterapia no Brasil não é nova. Começou em 1975 e na década de 1980, ganhou mais adeptos e atraiu o interesse de algumas universidades. De 2000 para cá, os estudos ganharam corpo. Há seis anos, a PUC de Minas Gerais pesquisa a técnica em ratos.Da mesma época vêm os estudos na Santa Casa de Misericórdia, de São Paulo, com ratos e coelhos. As informações e divulgações continuam através da Associação Brasileira de Ozonioterapia (ABOZ) e colaboradores.

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